Margaret Thatcher ajudou judia a fugir do nazismo com apoio do Rotary
Os jornais deste semana deram grande destaque à morte de Margaret Thatcher, mas não apenas à sua passagem pela vida, como também, sua passagem pela história mundial. Em uma de suas edições, o jornal O Estado de São Paulo trouxe entre outras, a seguinte informação a respeito de suas realizações com o título: Thatcher ajudou judia a fugir do nazismo.
Na sequência, destacamos a pauta para compartilhar o importante conteúdo divulgado no conceituado jornal.
Uma aventura dramática envolvendo a ascensão do nazismo na Áustria, a perseguição aos judeus e o Brasil marcou profundamente o início da juventude de Margaret Thatcher, na década de 30.
Em sua autobiografia, ao se questionar sobre o principal feito de sua vida, a Dama de Ferro não menciona a Guerra das Malvinas ou a mudança das bases da economia britânica, mas uma garota judia, Edith Muhlbauer, que Thatcher - aos 12 anos - ajudou a tirar do Terceiro Reich e levar à Grã-Bretanha. Edith viveu, fez uma família e morreu em São Paulo.
A relação entre as duas meninas começou porque a judia de Viena se correspondia por cartas com a irmã mais velha de Thatcher, Muriel, em um programa de pen pal, em que jovens de países diferentes trocam mensagens pelo correio.
Em 1938, quando Hitler anexou a Áustria, Edith, de 17 anos, começou a narrar nas mensagens a perseguição à comunidade judaica de sua cidade, estimada em mais de 170 mil pessoas.
Depois, com o aumento da violência, a jovem fez um apelo às amigas - que não conhecia pessoalmente - para que lhe ajudassem a escapar do terror nazista. O pai de Edith, um banqueiro, também escreveu implorando para que tirassem sua filha da Áustria.
O pedido não era simples. O pagamento da viagem deveria ser feito na Grã-Bretanha e Alfred Roberts, o pai das duas meninas, era proprietário de um modesto armazém na pequena cidade de Grantham. Era impossível para ele bancar a operação de socorro.
As irmãs, com 12 e 17 anos, iniciaram então uma campanha no Rotary Club e arrecadaram uma soma suficiente para levar Edith a Grantham e hospedá-la.
Thatcher e sua irmã salvaram a vida da minha mãe e ela sempre foi imensamente agradecida a elas, disse ao Estado Betina Nokleby, filha caçula de Edith, de 51 anos.
Na casa dos Roberts, as três garotas dividiram um quarto e várias histórias. Em seu livro de memórias publicado nos anos 90, Thatcher narra como se deslumbrou com a hóspede alta, bonita e claramente de uma família abastada.
O que mais impressionou a menina de 12 anos, porém, foram os relatos do antissemitismo na Áustria. Edith contava como vira adultos judeus sendo obrigados por nazistas a esfregar o chão das ruas diante dos vieneses que passavam.
Mais de 50 anos depois da conversa das meninas no quarto, Margaret disse que essa imagem lhe fez entender o poder do antissemitismo. Em 1940, Edith veio ao Brasil, viver com tios. Seus pais chegaram em São Paulo três anos depois.
O jornalista Charles Moore, que entrevistou longamente a ex-primeira-ministra com o compromisso de publicar uma biografia apenas após a morte da estadista, afirma que a jovem austríaca teve um impacto decisivo na formação política de Thatcher. Edith foi provavelmente a primeira judia que ela conheceu pessoalmente, disse Moore em entrevista ao Telegraph, no ano passado.
Desde que deixou a Grã-Bretanha, a austríaca que adotou o Brasil como país nunca mais viu Maggie. As duas conversaram ao telefone uma vez e a ex-premiê britânica convidou a amiga de infância para seu aniversário de 80 anos.
A idade, porém, impediu Edith de fazer a viagem a Londres. A garota austríaca morreu em julho de 2005, deixando Betina, o filho Albert (mesmo nome do pai da Dama de Ferro), de 61 anos, e três netos.
Thacher foi Sócia Honorária em Rotary
Conhecida como a ?Dama de Ferro? da Inglaterra, Margaret Thatcher foi a primeira mulher a se tornar primeira-ministra britânica, cargo no qual ficou por três mandatos consecutivos, entre 1979 e 1990.
Sua política neoliberal, que entrou para a história com o nome de thatcherismo, ainda influencia líderes mundialmente e é criticada e elogiada até hoje, inclusive no Brasil.
Margaret Thatcher era membro honorária do Rotary Club de Londres e também uma grande admiradora, entusiasta explícita do movimento rotário. Seu pai, Alfred Roberts, foi sócio-fundador do Rotary Club de Grantham, fundado em abril de 1931, ou seja, Margaret Roberts (nome de solteira), desde sua infância, conviveu, compartilhou e assimilou muitos princípios rotários em sua vida.
O Rotary Club de Londres, reconhecendo seus elevados serviços em prol da nação inglesa e seus não menos elevados pensamentos consonantes com a filosofia rotária, com muita honra e alegria, na década de 80, outorgou a Margaret Thatcher o título de Sócia Honorária daquele clube.
Por sua vez, Thatcher nunca deixou de respeitar e propalar tal título, uma vez que sentia-se altamente homenageada por pertencer a uma organização que foi um de seus ?nortes? na vida, desde a tenra idade de 5 anos. (Fonte D4560)
Nas fotos, registros da artista plástica e administradora Betina Nokleby,filha de Edith Muhlbauer e imagem contida na homepage do Rotary Club de Londres, que estampa em uma de suas sessões as fotos de Margaret Thatcher como membro honorária e também do Príncipe Philip (esposo da Rainha Elisabeth), outro ilustre integrante de seu quadro de sócios honorários.
http://www.rotary4420.org.br/1213/N1373






